Daniela

terça-feira, 22 de maio de 2012

3a. Feira


No desespero claro do dia que se encerra 
Me encerro fraca no silêncio que não tive

E na escatologia árdua que o desprezo impera
Me espero mesma no silêncio eterno

Vendo máscaras caírem numa face amarelada
Me escondo em muros de lamentos vastos

No que até então assim será pra sempre
Sem saber o sempre que o futuro aguarda

E sem que saiba resoluta e pedra
Me desespero tanto no aguardar dos fatos.

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