Daniela

sábado, 21 de setembro de 2013

Michel, Miguel e Raquel


E vejo ver de valor a vida
E venho a crer que verei verões
E vejo vir de teimoso o riso
Que alegre encanto ao ver vindo o vento
E teremos risos de doçura e amor
E até que chegue verdadeiro voo
Eu verei contente por querermos tido
O amanhecer da vida que viemos ter!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Sobre o que aconteceu hoje!



Num mundo cheio de ódio
Num tempo cheio de vício
Num peito cheio de medo
Enquanto a sombra doía
Nos dias de dor em constância
Às margens da intolerância
Eu vi na beleza infinita
O singelo sorriso sincero
Na beira da estrada vazia
Na tarde que transcorria
Eu cruzei o caminho de um beijo
Talvez porque nem sabia
Talvez porque eu merecia!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Taças inteiras

 

E enquanto o quando que nunca chega
Me acho entendendo o que sempre sentia
Por que será que sempre achei que te conhecia
Talvez porque a compensar-nos havia
Em entender o todo que passamos distantes
E se no compensar precisarmos perder
Não há nada que possa esperar mais um dia!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Não precisa gritar, não sou cega!


No fundo do poço do eu posso pensante
No rastro do resto, no todo de um tudo
Até quando caminha sua sede que cede
Ao desejo agreste do beijo no brejo

De deleite ao leite abundante chamava
O devasso desejo e o começo do nojo
Pois que sempre voltava voluntário momento
Moribundo infante de voraz ventania

Quando a tarde tardia posto finado meio dia
Deixava e ardia e deitava e chovia
E no assovio sombrio do sopro desgosto
Afundava e arfava safada melodia.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

A dama do sol e o céu de leão


E sofri, e chorei, e roguei, e jurei que jamais amaria, e afirmei que não me entregaria. Mas um dia acordei a tempo, e jurei ao vento viver a contento, e viver mais um pouco, e viver aqui dentro!

Então venha viajante do tempo, então venha viajante meu! Venha seja lá quem for, venha seja lá de onde, mas venha inundado de amor! Venha que chegou o momento, de esquecer o tormento, e lambusar de sentimento quem muito cansou de sofrer!

E que então morreremos velhinhos, assim bem juntinhos, Assim totalmente aninhados! E assim, muito mais que abraçados, percorreremos o mundo, o país e a cidade. E então passeando colados, seguiremos ao lado, na mais pura liberdade e completamente absortos em eternidade!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Teorema de Valentina


Nas noites eu me expus de costas desejando respostas num murmurar sem fim
Por vezes me vi em mulheres esperando milhares de migalhas com gim
Em camas conheci a lama do melodrama mudo da solidão de mim
Às almas murmurei sozinha as migalhas minhas ao desejar um sim

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A última asa da borboleta



Se soubesse que era o meu findo minuto
Não perderia meu tempo contando os segundos
Se soubesse o sapato ao percorrer o caminho
Correria profundo em desembalada carreira
E se vivesse em vão meu derradeiro tormento
Sorriria profundo sem saber se valeu!