Daniela

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Lança com lobos


Nós somos o que somos
Somos belos por não sermos perfeitos
Somos velhos pois ainda não morremos
Somos jovens por ainda vivermos!
Nós somos o que um dia fomos
Também aquilo que um dia seremos
Somos resultado do que sempre fizemos
E somos belos porque simplesmente sermos!

domingo, 14 de outubro de 2012

O que descama da boca nem sempre ilustra o livro sagrado


Eu sou a oportunidade perdida de evolução
Sou meia noite e doze
Sou uma duzia de razões
Sou o raso das emoções 

Sou a aflição em busca de consolo
Sou o que não deveria ter sido
Sou quem já devia ter ido
Um elo de perdida intenção

Sou oportunidade esquecida de perdão
A razão imoral do abandono
Sou a busca de um cão sem dono
Hoje sou a sua e a minha mais pungente solidão

sábado, 13 de outubro de 2012

Dança com estrelas


Hoje acordei assim meio que ao meio. Não é assim uma coisa de pra sempre, é só coisa de hoje mesmo. Ontem dormi e sonhei com a fumaça. Então acordei com a lembrança do cheiro e decorri esquivando do amargo da coisa. Sem saber se será enfim por quanto, permaneço pensando no assunto proposto. E sem querer que isso dure pra sempre decidi ir somente tomando o meu banho.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A vez da garrafa verde


Ah fuga da realidade plena...
Ah ária de soneto trágico...
Oh adágio de solene encanto...
Quem dera lamento fosse um vestido errado...

Que mera face a loucura impera?
Que débil rosto a bebida amarga?
Que alma morta a desmesura clama?
Ah delícia plena de melancolia pífia...

Oh triste véu de tormento vil
Que mais teria a arder, oh destino meu?
Se é que quero em  rubor saber
Quem dera a finitude ardesse em lamentos mortos...

Ah fuga da realidade viva
Oh fogo pálido de infinito torpe
Ah cheiro branco de solene pranto
Quem dera a vida me calasse em canto.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O casulo de força


Metamorfose doída
Me encontro perdida
Em algum lugar entre a latência e o desconsolo
Num inferno errante entre o desânimo e o choro

A deixar podar pra voltar quem sabe
Me encontro ainda entre o vento e o dolo
Entre a amargura e o nada voltando à vida
Eu perdida e louca perseguindo o sono

Me encontro nua entre o casulo e a rua
Invejando o tolo, invejando a sorte
Desejando o copo que elimina a dor
Percorrendo o campo que circunda a morte

Ansiando o sol que nos brinda o brilho
Na pungência seca da agonia fria
No calor dos ossos, no calar dos cortes
Me despeço logo do mudar dos fatos.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O dia do dente da minha mãe


De um dia em diante eu modifiquei o meu modo de vida. Agora eu não choro mais, cansei de esperar; de esperar enfim. E determinei: eu só vou gostar de quem gosta de mim. Não quero com isso dizer que o amor não é bom sentimento... A vida é tão bela quando a gente ama e tem um porquê.. Por isso então é que eu mudei, eu não fiquei chorando até o fim, e por não chorar decidi gostar de quem gosta de mim. Não foi fácil eu bem sei, eu procurei, não encontrei, até que encontrei. A vida é assim, eu falo por mim, um dia é bom e o outro ruim. Mas decidi então, somente gostar de quem gosta de mim, ainda que assim eu viva sem ninguém!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

É o dedo que aponta e o dardos são curvos


Ao pensar em procura nós somos sozinhos
E pensando em sozinho nós somos plural
E como então ser no plural se sozinho?
E como pular a distância abissal?

Ao pensar em sorriso nós somos sinceros
E na sinceridade nós somos plural
E penando ao pular tal distância sozinhos
Singular é chorar o plural de nós dois!