Daniela

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ciranda de Roda

            

Todas saíram de casa
2 foram comer
1 chegou a querer
Outra então veio depois

1 saiu bem primeiro
2 ficaram a falar
Alguém vem depois de correr
Quem quis desistiu de comer

Todo mundo saiu
A chave ficou
1 menina ligou
A outra pro banco voltou

A chave veio
O pão ficou
2 foram embora
1 nos deixou

Todas choraram de rir
E a confusão ainda não acabou
Depois de chegar em casa
Viu que a carteira ficou

Boa noite a elas 
Que descansam agora
As que foram felizes
Que brincaram de roda

domingo, 27 de novembro de 2011

Continuando o caderno de receitas...


Macarrão com Maçã Flambada

Ingredientes:
Macarrão spaggetti
Maçã nacional suculenta
Vodka boa
Creme de leite
Requeijão
Manjericão in natura
Pimenta do reino
Noz moscada
Vinho branco do bom
Sal
Manteiga sem sal
Linguiça de frango apimentada
1 tablete de caldo de carne (ou o que preferir)

Modo de preparo:
Prepare o macarrão em separado cuidando para que fique ao dente
Cozinhe a maçã picada em 1 xícara americana de vinho branco já fervendo por 3 minutos 
Escorra o vinho em um recipiente 
Devolva a maçã para a panela
Acrescente 1 dose de vodka e flambe
Frite a linguiça de frango bem picada na manteiga sem sal
Preparação do molho em uma outra panela:
Esquente 3 colheres de sopa de azeite
Despeje 1 dose (de cachaça) do vinho escorrido da maçã 
Acrescente 1/2 caixa de creme de leite gelado
Coloque 3 colheres bem cheias de requeijão também gelado 
Coloque sal a gosto
Jogue 1 pitada de pimenta do reino
Colocar o macarrão e misturar bem
Acrescentar a linguiça e mexer bem
Por último a maçã e o manjericão
Quando na travessa polvilhar a noz moscada suavemente
Sirva em porções individuais!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Vade Mecum, Vá de Retro


Coluna, dor, todos os dias, dor. Cirurgia, dor, toda hora, dor. Punho, dor. Quadril, dor. O ano inteiro, dor. A cabeça bate, a língua estala. Desde quando? Sempre. Alergia, hoje. Nariz fechado, renite, sinusite, labirintite. Até quando? Todo dia. Tique, TOC. Ouvido? Absoluto sensível. Barulho, insônia, dormência, falta de paciência. Tireóide, supra-renal? Adson. Neuropatia, displasia, nevralgia. Onde? No pulso, na coluna, na bacia. No corpo o peso dos dias. Na lida o insustentável prejuízo de uma vida inteira driblando o tempo. Convivendo com a necessidade seguir. Até quando? Até quando os dias serão de briga, de sufoco, de tontura, de tortura? Até quando a cabeça, a língua, o corpo e as pernas levarão a dor, os dias, o sono, o sonho? Sou o insensato pensável de um porquê cada dia mais sem resposta, de um corpo cada dia mais limitado, de uma pessoa já extremamente exausta e cansada de simplesmente existir.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Retrato de dias felizes!!!


Nós todos, que nos divertimos tanto
Eu, que de tão honrada cantei quase que sempre
Ela, que riu o tempo todo
Eles, que me fizeram tão feliz
A cidade, que estava chorando quando se foram 
Você, que volte sempre e não se vá nunca mais!

domingo, 6 de novembro de 2011

Arroz Exótico Lafetá


Faça o arroz do seu jeito
Derreta 1 colher de sopa de manteiga sem sal
Doure 1 banana picada em cubos na manteiga derretida
Deixe corar e acrescente molho Yakisoba
Coloque uma derramada de molho Shoyu
Acrescente 1 apertada de mostarda escura
Derrame 1 dose de cachaça de leite de côco
Coloque uma quantidade razoável de creme de leite
Pique alguns champions e junte ao molho
Por último misture o arroz
Ante de ir à mesa polvilhe uma pitada de noz moscada a gosto!!!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Incongruência


Hoje eles pavimentaram o paraíso e construíram um estacionamento. 
E nunca se viu tanta tristeza, tanto despropósito, tanto desmantelo. 
E cortaram a árvore, e agora? 
E arrancaram uma árvore, e pra quê? 
Para colocar no "Museu das Árvores" e cobrar ingressos para vê-la?
Ou ela cobrará um preço por esquecê-la?
Eles pavimentaram o paraíso e colocaram um estacionamento.
E eu nunca pensei com tanto choro, em tanta dor, pranto desconsolo. 
E nunca se pensou perdê-la até o dia em que, 
De repente, ela não estava mais ali. 
E nunca se viu tanto absurdo, disparate... Ultrajante. 
Agora onde ela está? 
Onde descansa? 
Onde mora?
E pavimentaram o paraíso, e fizeram um estacionamento. 
Então nunca se viu tanta insensatez, tanta estupidez, de uma só vez. 
Hoje de manhã eu cheguei e um grande caminhão branco levou a árvore embora, e ali onde ela viveu só ficou o cimento, o vazio, o lamento.
Eu não queria que ela fosse, por que ela se foi? 
Eu não queria que doesse, por que ela não ficou? 
Por que abrir mão de tudo para abrir o caminho, se não vemos os passos dados?
Pavimentaram o paraíso, e deixaram um estacionamento. 
E jamais será vista tanta natureza, nem sombra ou clareza... 
Jamais, com certeza.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Pensando no por vir quando o se foi já é tão maior


Ás portas do tempo, percebendo o quanto ele é o senhor dos fantoches que somos.
Ironicamente pensando o futuro quando ela já é então menor do que foi.
Quando tínhamos muito mais tempo nem pensávamos,
Para então o considerarmos quando já é tão menor que já quase nem o temos mais.
Que estranha relação é essa a nossa com o tal Tempo?
Que a nós é imposto,
Que pra nós é implacável,
E que em nós nem por isso é mau.
Tempo sem corpo, sem forma, nem espaço...
Quem é você com essa sua face velada?
Bonito?
Imperativo?
Estranho?
Sempre o tempo...
Aquém das nossas vontades,
Para além do sempre em tanto, 
A quem estamos presos e resolutos,
Aquele que nos torna livres e absolutos!